Nesta aula tivemos que escolher um lugar que gostávamos demais( que tivesse água ex: praia, lago, rio.) e procura-lo no mapa. Escolhi Mamoã um cidade praiana onde passei a um parte da minha infância e a maior parte da adolescência tomando banho nas gus de lá. Mas eu sou suspeita em falar deste lugar pois amo praia demais.
Sempre vou nos feriados e no ano novo pra curtir a queima de fogos. Além de ficar pertinho da minha casa mais ou menos um hora e meia, minha vô "emprestada" mora lá e o lugar é lindo. Foi onde passei momentos divertidíssimos.
Fotos
Localização
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domingo, 24 de setembro de 2017
domingo, 20 de agosto de 2017
Sensações
O dia 03/08 foi um dia que classifico como o dia das sensações. Um dia que começou com uma surpresa, quando a professora pediu que fossemos rodar pela universidade em busca de algo belo. Porém essa foi uma tarefa difícil, pois se você olhar com atenção tudo ao seu redor é belo, mesmo você estando em um lugar “feio” eu sei que pode parecer meio idiota da minha parte pensar assim, mas todo lugar tem a sua gama de beleza seja ele um sentimento, um pássaro ou até mesmo ruínas antigas, tudo tem a sua cota de beleza e onde eu estava não foi diferente.
Então voltei pra a sala com as minhas “belezas” escolhidas (que foram varias fotos lindas da natureza) eu tive uma grata surpresa os cheiros que senti ali não tem como descrever. A professora preparou alguns alimentos, perfumes e óleos e dividiu-os entre nós os alunos e nos pediu que descrevêssemos os cheiros, texturas e gostos sem dizer o nome do produto, e descrever somente a sensação que sentimos quando estávamos experimentando tal. O meu foi um perfume que eu descrevi como “Sinto doçura e frescor, lembro-me de passeios ao ar livre tem um gosto amargo que contrasta com seu cheiro doce formando assim uma mistura que lembra mel e fel” (talvez um dia eu fale deste perfume pra vocês). E ainda no meio de tudo isso eu recebi uma mensagem da minha prima que eu não vejo há muito tempo me dizendo que o meu avô por parte de mãe estava mal no hospital por conta de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e que seria transferido ainda aquele dia para a minha cidade, ela me pediu então pra avisar a minha mãe que estava no trabalho naquele momento, mas agora está tudo bem no momento eu não chorei, mas fiquei sem chão sem saber o que fazer. Mas esse dia por incrível que pareça essa dinâmica feita pela professora me ajudou a não perder a linha e ficar calma porque tudo daria certo. E foi o que aconteceu graças a Deus meu avô já esta em casa e bem.
Então continuando para finalizar a professora pediu que lêssemos com ela um texto chamado “O sentido dos sentidos: a educação do sensível” de João Francisco Duarte Junior. Que fala sobre o que é sensível e que ele está ligado à ciência veja neste paragrafo que selecionei.
“Assim, o que parece afluir deste breve elenco de significações é o fato de, em torno da palavra sentido, constelar-se um bom número de referências à capacidade humana de apreender a realidade de modo consciente, sensível, organizado e direcionado (ou intencionado, como diriam os fenomenólogos). Em que pese a duplicidade de termos, convém mesmo notar que em nossa vida existe primordialmente um sentido no sentido. Ou seja: tudo aquilo que é imediatamente acessível a nós através dos órgãos dos sentidos, tudo aquilo captado de maneira sensível pelo corpo, já carrega em si uma organização, um significado, um sentido. Fato que o filósofo Merleau-Ponty se esforçou por demonstrar na maior parte de sua obra, voltada para o deslindar desses fios sensíveis que envolvem a nós e ao mundo num único tecido, por ele apropriadamente batizado de “carne” (e não nos esqueçamos que, significativamente, nosso corpo, é composto por tecidos celulares).” (p. 13, 14)
Enfim este paragrafo prova um pouco do que eu disse anteriormente que a ciência esta interligada com o sentir, e esse texto tem tudo a ver com o dia que é o assunto principal deste texto que escrevo. Pois tem uma citação dele que diz:
“De pronto e ao longo da vida aprenderemos sempre com o “mundo vivido”, através de nossa sensibilidade e nossa percepção, que permitem nos alimentemos dessas espantosas qualidades do real que nos cerca: sons, cores, sabores, texturas e odores, numa miríade de impressões que o corpo ordena, na construção do sentido primeiro.” (p. 14 grifo meu)
Vejamos essa parte que selecionei na citação, ela descreve as sensações que eu senti naquele dia e também descreve o que é o sentido.
Enfim foi um dia produtivo e diferente que não pode ter tido muitos impactos em mim agora, mas talvez isso sirva pra mim em algum momento no futuro.
“O reprimido, portanto, não é o que habitualmente supomos: violência, misoginia, sexualidade, infância, emoções e sentimentos ou até mesmo o espírito, que recebe seu tratamento nas práticas de meditação. Não, o reprimido hoje é a beleza.” (p. 27).
Abaixo algumas fotos tiradas por mim e por meus colegas.
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
Grande mãe rocha
Dia 27/07/2017
Neste dia aprendi um pouco sobre como a terra pode mudar de cor dependendo dos dias que ficaram sem ser molhada, aprendi também sobre diferentes tipos de pedra e sobre como o ser humano ver o mundo em cores. Abaixo vou destacar os melhores momentos desse dia
Vimos como ficaram as terras anteriormente tínhamos classificado a terra por cor da mais clara para a mais escura (a foto no meu post Caminhos da terra mostra isso) nesta aula a ordem das cores foram completamente diferente, classificamos também pela pedregosidade e escolhemos um nome para cada terra. Confesso que os nomes são estranhos, mas ao mesmo assim conseguimos nomes estranhamente perfeitos.

Essa foi a classificação por nome não lembro-me de nenhum nome, porque foram nomes complicados. Mas foi divertido escolhe-los.


Aqui esta a classificação pela pedregosidade, sendo o primeiro lugar com essa que é tipo barro e por ultimo ficou a areia da praia.
Então temos senhoras e senhores à classificação por cor, não dá mais escura pra mais clara como no ultimo post, mas por cartela de cor. As mais acinzentadas ou mais amareladas as mais negras, etc.


Enfim falamos de terras, suas cores e formas, mas esquecemos de falar realmente o assunto que importou nessa aula que foram as pedras, porque a verdadeira questão foi como se formam as terras (solos). Esses são formados através do processo de decomposição das rochas originarias das chamadas rochas mãe, esse processo é chamado de pedogênese, por isso as pedras forma de grande importância nesta aula.
A conclusão que tirei desta aula é que existe um processo por trás de tudo em nossas vidas, em que comemos, ou bebemos, em que vemos, ouvimos etc. E esta aula abriu meus olhos e me fez prestar mais atenção nas coisas ao redor, coisas que deixamos passar por conta da correria dos dias monótonos. Está é a dica que deixo pra todos, passem a observar mais ao seu redor as pequenas coisas, garanto que isso ira mudar seu olhar para o mundo.
*créditos das imagens meus colegas de sala.
Um abraço
quinta-feira, 27 de julho de 2017
Caminhos da terra
Muitos lugares ajudaram a construir a minha história. Porem
esse lugar de onde eu peguei esta terra foi fundamental para construir o que eu
sou e em que eu acredito hoje. Foi que nem todo dinheiro traz felicidade se
você não tiver a família ou alguém que você ame do seu lado, que as coisas
simples da vida, como amor, carinho, amizade, respeito e broncas são essenciais
para construir um ser, mais humano e bondoso.
Aprendi também outra coisa vital, que é amar e respeitar a
natureza e os animais, porque eles nos amam do seu modo simples, mas
extraordinário.
Por essas e por outras razoes, que é difícil por em palavras.
Não importa quem eu me torne, ou onde eu esteja, até se eu perder a memoria
todas as sensações que eu vivi nesse lugar vai prevalecer na minha essência.
Bom o meu dia da terra começa com essa descrição apagada do
que realmente essa terra me fez sentir, como eu disse no texto não é possível
por em palavras e por isso vou deixar assim e falar um pouco sobre o dia da
terra em experiência do sensível.
Começamos sentando no chão em círculos, segundo a professora
isso nós ajudava a interagir melhor, e ela estava certa apesar de sermos uma
turma bastante unida comparada a outras às vezes sinto uma divisão, então
quando sentamos em círculo no chão logo começamos a conversar. Depois
continuamos com alguns trazendo suas terras dentro de uma caixinha de fosforo,
outros no solado da sandália, ou uma pedra pintada por um artista, e outros
somente a historia sem necessidade da terra. Cada um contou a sua historia
breves, engraçadas, tristes e felizes ao mesmo tempo, deprimentes, foram uma infinidade
delas que não vai caber nesse texto que pretende ser curto, por isso vou destacar
algumas brevemente.
·
A
primeira foi do menino que fez uma planta chamada cansanção¹ de papel higiênico; (quem não sabe o que é e o que
provoca vai saber o efeito que ela causa mais pra frente, se ligue).
- · Ou alguém que quase colocou fogo no apartamento;
- · Teve um que salvou alguns cachorros da morte;
- · E a historia de jogo de futebol com pedrada na cabeça;
- · E uma historia bem drepê relacionada a uma cidade.
- · E inda teve um parto de uma vaca de estimação, que era muito amada.
Enfim foi uma aula que me proporcionou grandes conhecimentos
sobre diversos assuntos e histórias que me fizeram pensar melhor nos momentos
que vivo e guardar cada pedacinho deles. E como disse o ilustre Chorão “Histórias,
nossas histórias dias de luta, dias de glória”.
Até a próxima, pessoal
¹CANSANÇÃO é o nome vulgar
dado a várias das espécies de vegetais das famílias Euphorbiaceae, Loasaceae e
Urticaceae. Sua principal característica, comum a todas elas, é o fato de
provocarem uma sensação de queimadura ao toque com a pele.
domingo, 23 de julho de 2017
Primeiro dia
Sai de casa ansiosa, pra saber o que seria essa tal
experiência do sensível me perguntando:
Poxa será que eu tenho que falar de mim? Vixe! Não tenho
tanta disposição assim de falar da minha vida, mas fui mesmo assim, seja o que
Deus quiser. Cheguei à universidade morrendo de medo já pensando em fugir da aula
(coisa que nunca fiz) fui pra sala e cadê a professora?
Ufa! Ela não vem,
obrigado Deus, estou feliz agora, mas essa felicidade não durou muito. Ela
chegou e agora?! vou encarar, ela prece ser legal, minha intuição nunca
falha...
Ela chegou desculpando-se pela demora, sua filhinha está doente,
beeeem perdoável. Mas logo depois de cara,
veio à parte difícil, e eu achando lá no começo que difícil seria falar de mim,
sobre a minha vida o difícil vem agora. Pois ela passou uma serie de perguntas
pra sala e as danadas foram cabeludas tipo:“ Como explicar a uma pessoa cega
congênita o que o arco-íris?” (isso é difícil pra cá***) ou “Como definir para
uma criança quem é Deus?” (melhor resposta da criança), e uma das mais difíceis
que caiu bem no meu colo foi “O que é beleza?.”
Beleza é tão relativa que praticamente tudo é belo,
depende dos olhos de quem vê. Eu respondi que beleza é tudo que você vê no
espelho. E agora pensando bem nisso com mais calma essa é a melhor forma de
definição, não querendo ser a toda poderosa, mas pense bem se você não
conseguir se ver bonito o que mais vai ser bonito pra você? A resposta é nada,
primeiro temos que nos achar bonitos e nos amar pra depois achar a beleza ao nosso
redor.
E logo depois já perto do fim da aula ela apresentou o
componente, conversou conosco um pouco sobre a sua infância, pediu um diário de
bordo pra falar sobre nossas aulas.
Enfim a aula foi bem produtiva e divertida. A professora é show de bolice igual diz Po
do kung fu panda. Eu gostei muito da aula sinto que vou sair de lá transformada
pra melhor e um pouco mais louca que já sou.
Então doravante.
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