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domingo, 24 de setembro de 2017

Mostra artístico-cultural de Matemática e Espaço 2017.2

Depois de todas as aulas de matemática terminar tivemos que mostrar  ao professores que aprendemos algum coisa com o componente. Por isso essa mostra artístico-cultural que acontece todos os anos na UFSB. com todos os alunos de todos os cunis e da sede.
Pra quem quiser ver não dá mais tempo esse ano, mas o ano que vem vai ter de novo. Foi lindo as pessoas são muito criativas e inteligentes.
Abaixo algumas fotos da Mostra.







Enfim este foi oficialmente o final pra mim do componente de matemática e espaço.

Fotos tiradas pela minha colega de sala Denise 

Fractais


São figuras geométricas que tem como principal característica a autossimilaridade, que contem dentro de si figuras menores  se si mesmo e assim sucessivamente, ou seja, copia dentro de copia.Em aula vimos o famosos triangulo de Sierpinski, que é  um exemplo de fractal. Construímos um fractal inspirado neste triangulo.



Imagem relacionada

Aprendi na aula que os fractais podem ser construídos de maneiras diversas e são de rara beleza, inclusive a natureza produz lindos fractais também.
Alguns fractais 





Brócolis

Repolho roxo


 Aprendemos um pouco também sobre a Geometria das transformações e suas operações principais que dão movimento as figuras/ peças que contribui para a formações de fractais. Que é a TRANSLAÇÃO, REFLEXÃO, ROTAÇÃO e DILAÇÃO.

Referencia fotos: https://www.viastral.com.br/materia/os-fractais-e-a-astrologia/
http://www.zupi.com.br/flores-fractais-de-silvia-cordedda/

Veja aqui fractais de imensa beleza de uma artista chamada Silvia Cordedda : Silvia Cordedda


Geometria dos povos Sona

Na aula sobre os povos Sona de Angola aprendemos a sua forma de contar histórias através da areia. Esses povos aprendem desde que se é criança como contar essas historias traçando desenhos na areia, pelo que eu vi em alguns vídeos eles se  reúnem em um certo local e cada um conta uma história é praticamente como um evento.
Mas agora o que isso tem a ver com matemática?
Usando a forma de ensino da UFSB e sobre o que aprendemos com a etnomatemática nas primeiras aulas, conhecer a cultura de um povo antes de aprender a sua matemática é fundamental para um bom desenvolvimento do estudante.
Conhecemos assim a lusona. Podemos definir a lusona de acordo com o olhar matemático como uma caixa espelhada, pontos com uma distancia de mesma medida e linhas que se encontram e se fecham. Ou no olhar cultural dos povos Sona define-se como um local que contem areia, pontos medidos com os dedos, linhas e uma história.
Essa foi de todas as aulas a que eu mais gostei, porque eles usam uma forma inusitada de contar histórias que se não fosse pela universidade talvez eu nunca os tenha conhecido.
Agora um pouco mais de história e tradição,  Sona (plural de lusona) são desenhos oriundos de povos Cokwe, Luchazi dentre outros. Com a ocupação colonial e, por conseguinte, o aumento do comércio de escravos e a intensificação de guerras, travou-se o desenvolvimento das forças produtivas. Um declínio cultural foi provocado e muitos conhecimentos se perderam.
E agora pra finalizar veja um das histórias desse povo cheio de encanto.


A figura que está em cima é Deus, à esquerda está o Sol, 
à direita está a Lua e em baixo está um ser humano. 
Este lusona representa o caminho para Deus.

Um dia, o Sol foi visitar Deus. Deus deu um galo ao Sol e disse: «Volta cá amanhã de manhã antes de partires». No dia seguinte de manhã, o galo cantou e acordou o Sol. Quando o Sol se apresentou diante de Deus, este disse-lhe: «Tu não comeste o galo que te dei para o jantar. Podes ficar com o galo, mas tens que regressar todos os dias.» É por isso que o Sol dá a volta à Terra e reaparece todas as manhãs.

A Lua também foi visitar Deus e recebeu um galo de presente. No dia seguinte de manhã, o galo cantou e acordou a Lua. Mais uma vez, Deus disse: «Tu não comeste o galo que te dei para o jantar. Podes ficar com o galo, mas tens que regressar a cada vinte e oito dias.» É por isso que o ciclo da Lua dura vinte e oito dias.

O ser humano também foi visitar Deus e recebeu um galo de presente. Mas o humano estava com fome depois de ter feito uma tão longa viagem e comeu parte do galo ao jantar. Na manhã seguinte, o Sol já ia alto no céu quando o humano acordou, comeu o resto do galo e apressou-se a visitar Deus. Deus disse-lhe: «Eu não ouvi o galo cantar esta manhã.» O humano respondeu-lhe a medo: «Eu estava com fome e comi-o.» «Está bem,» disse Deus, «mas escuta: tu sabes que o Sol e a Lua estiveram aqui, mas nenhum deles matou o galo que lhes dei. É por isso que eles nunca morrem. Mas tu mataste o teu, e por isso deves também morrer. Mas quando morreres deves regressar aqui.»

E assim acontece.




Referencia: http://amateriadotempo.blogspot.com.br/2011/05/desenhos-na-areia-em-africa.html

Livro Paulus Gerdes Geometria Sona de Angola Matemática duma Tradição Africana

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Pavimentação

Em nossa aula do dia 22/08/2017 aprendi um pouco sobre pavimentação
Pavimentação pelo artista holandes M.C Escher que utilizou varias técnicas de natureza Matemática para criar objetos de rara beleza artística. Utilizando como ferramenta formas geométricas e instrumentos para criá-las. Abaixo uma exemplo de pavimentação com polígono regular.


O professor pediu que fizéssemos um polígono regular e pavimentássemos um local na sala de aula. Esse tipo de pavimentação pode ser feito com diversas formas geométricas. Ele nos mostrou também as obras de Escher que é relacionado ao assunto de pavimentação São impressionantes, ele é um gênio e usando técnicas de simples a complicadas.
Abaixo algumas de suas obras


 Está é uma parte de uma serie denominada "Metamorphosis" 



 Veja mais de suas obras aqui: M.C. Escher


É isso pessoal, até a próxima

Imagens tiradas de mecanismos de busca.

sábado, 26 de agosto de 2017

Mariposas na UFSB



Nossa primeira aula foi pra a apresentação do professor, como seria o modelo de ensino, quais seriam as aulas, em que tínhamos mais dificuldades na área da matemática. Foi bacana já gostei de cara do professor.
***
Na segunda aula o negocio foi diferente já partimos para por a mão na massa. Fazemos algo chamado pelo povo Bora de “mariposa” ou “borboleta”, que na linguagem dos cesteiros Bora é compostas por quadrados dentados concêntricos. Que foi identificado por Paulus Gerdes, que observando o traçado do povo bora e identificou ali algo que poderia ser usado na matemática. Porém não vamos nos aprofundar nesse tema por enquanto, mas se você ficou curioso à dica que lhe dou é ler o livro “Geometria e cestaria dos Bora na Amazônia peruana- Paulus Gerdes”
Mas continuando fomos orientados a construir uma mariposa na sala de aula, pra vocês não ficarem boiando vou dizer em passos simples e mostrar imagens de uma “mariposa”.
Primeiro passo é saber como chegamos a essa denominação como os povos bora ela pode ser construída com fitas de uma planta chamada níjtyubane , ou pode ser feita por cartolina ou um papel cartão, dentre outro materiais. Então classificamos como (a,b,c) para podemos fazer os cálculos, podemos dizer que a ‘mariposa’ é caracterizada por três números,
A: é o centro da mariposa
B: a quantidade de anéis concêntricos
C: o numero de quadrados a partir do centro
Depois devemos calcular para achar a quantidade de fitas e seu comprimento.
(a,b,c)
Imagens de cestaria do povo Bora. Veja que as mariposas aprecem em sua superfície.





Tirando algumas dificuldades minimas até que é bem interessante fazer algo que está na tradição de um povo. abaixo destaquei algumas mariposa que fiz em dupla com Manu(minha colega).
Essa foi nossa primeira mariposa que não ficou tão boa, mas tá valendo.

E a seguir a nossa segunda mariposa, que ficou linda mas teve um pequeno errinho.




 Enfim foi bastante divertido e instrutivo esse trabalho com as 'mariposas', é algo que vou lembrar sempre, porque pra mim foi um jeito novo e diferente de aprender matemática, destacando é claro que não deixa de ser eficiente.

Obrigado, até mais.